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F1: Polêmica de Abu Dhabi não mancha título de Verstappen, diz Red Bull

Red Bull acredita que toda a controvérsia criada com os procedimentos de relargada no GP de Abu Dhabi não mancharão o sucesso de Max Verstappen em 2021 e a conquista de seu primeiro título na Fórmula 1.

O modo como o diretor de provas Michael Masi lidou com a relargada em Yas Marina impactou a imagem do esporte, com a FIA sendo duramente criticada e cobrada. Enquanto a Federação deixou claro que precisa aprender com o episódio, montando uma comissão para investigar os acontecimentos, a Red Bull acredita que isso não apaga a vitória do holandês.

Em vez disso, Christian Horner diz que a polêmica deve desaparecer logo, e que todos focarão no futuro apenas na qualidade da campanha de Verstappen.

“As pessoas têm memória curta. Nós já esquecemos o que aconteceu no começo do ano, porque foi uma temporada muito longa. Max absolutamente merece o título, quando você olha para o campeonato como um todo”.

“Claro, os eventos de Abu Dhabi trouxeram vários comentários. Mas isso acontece. É do esporte. Acho que tivemos muito azar neste ano. Tivemos sorte com o safety car, mas tomamos as decisões corretas. Vencemos a corrida com uma grande estratégia, ótimo trabalho de equipe e uma execução incrível de Max”.

“E o tempo passa. Max merece o título e estamos muito orgulhosos disso. Os livros de história mostrarão para sempre que ele é o campeão de 2021”.

O próprio Verstappen disse que os livros de história da F1 mostram como as percepções das pessoas mudam com o tempo, lembrando de casos como as decisões de 1989 e 1990 entre Ayrton Senna e Alain Prost.

“Mesmo campeonatos vencidos há 30 anos por exemplo, tiveram um pouco de controvérsias”, disse. “Mas, hoje em dia, as pessoas olham para as imagens e gostam do que veem. É parte do esporte”.

Mas o holandês concorda com a decisão da FIA de estudar os acontecimentos de Abu Dhabi em busca de lições. Por mais que ele nem sempre concorde com as decisões dos comissários, ele igualmente entende o quão difícil pode ser o trabalho deles.

“Algumas vezes não concordei com o que aconteceu nas corridas, mas acho que isso é normal, não? Existe isso de nem sempre concordar com tudo. Ao longo ano pode não ter parecido isso, mas tenho um bom relacionamento com os comissários. E quando estávamos lá, algumas vezes eram decisões difíceis”.

“Em 2019, eu meio que fui convidado a passar dois dias com a FIA [em um seminário de comissários] e passei um tempo com eles também. Às vezes é difícil para eles tomarem as decisões, e eles têm que seguir as regras. É bom que pelo menos podemos falar disso e, como piloto, eu olho para mim mesmo e pergunto o que posso fazer melhor?”.

“Acho que todos precisam fazer isso todo ano: olhar para o ano que passou e perguntar o que posso fazer melhor?”.