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RXR, equipe de Rosberg bate X44, de Hamilton e leva primeiro título da Extreme E

Johan Kristoffersson e Molly Taylor terminaram X-Prix Jurássico na quarta colocação, o necessário para garantir o título da temporada inaugural da categoria

Com 155 pontos para cada lado, a dupla da RXR foi a campeã por ter vencido os eventos na Arábia Saudita, Senegal e Sardenha, enquanto a X44 venceu apenas neste domingo, apesar de 100% de aproveitamento nas classificações.

A votação popular do GridPlay premiou a X44 com a chance de escolher a posição na largada, com Loeb e Gutiérrez optando pela vaga do meio. A RXR ficou diretamente ao lado, na esquerda, enquanto uma regra nova para a final determinou que as pilotos deveriam iniciar a prova.

Gutiérrez usou seu boost de 400kW para assumir a liderança na primeira curva, enquanto Taylor teve um stint inicial complicado, mas sabendo que a quarta posição era suficiente pelo título, disputando ainda com a JBXE, de Jenson Button, a Acciona – Sainz e a Andretti Autosport.

Com Gutiérrez abrindo uma boa vantagem para a X44, a RXR caía ainda mais, caindo para a quinta posição, o que daria o título para Loeb e Gutiérrez.

Mas uma rodada de Laia Sanz aliviou a pressão da RXR. Gutiérrez encerrou seu stint com uma vantagem de mais de 3s para o segundo colocado, entregando o carro para Loeb. O francês aumentou a diferença para a dupla da JBXE para garantir a vitória da etapa, realizada no Reino Unido.

Isso, combinado com o bônus de cinco pontos por fazer o tempo mais rápido da etapa, deixou a X44 com 155 pontos. Mas Kristoffersson trouxe o carro da RXR até a linha de chegada para terminar na quarta posição necessária para garantir o título.

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Autódromo de Curitiba começa a ser demolido, mas decisão da Justiça força interrupção

Bairru Urbanismo, dona da propriedade onde está o Autódromo de Curitiba e que planeja um empreendimento imobiliário no local, chegou a colocar escavadeiras na pista

As primeiras horas da manhã desta sexta-feira (17) viram uma correria no Autódromo Internacional do Curitiba, desativado desde que recebeu a Copa Truck no começo do mês e ameaçado de destruição. Um vídeo gravado por membros do Movimento SaveTheAIC, que tenta evitar o sumiço do circuito, mostrava escavadeiras na pista trabalhando e destruindo uma parte do traçado local. Mas a decisão da Justiça forçou a interrupção das obras.

Na realidade, a Vara de Fazenda Pública de Pinhais, localizada na Região Metropolitana de Curitiba e onde realmente está o autódromo que leva o nome da capital paranaense, determinou ainda na última quinta-feira que o circuito não fosse destruído até que o processo de tombamento seja concluído pelo órgão responsável, o Conselho Municipal de Patrimônio Cultural. Este é o segundo processo de tombamento que visa evitar a derrubada da pista. O primeiro não prosperou.

A decisão a Justiça adianta que o pedido de tombamento se dá porque as obras vão descaracterizar o patrimônio histórico, cultural e paisagístico local. A destruição será irreversível.

A dona do imóvel é a construtora Bairru Urbanismo, que definiu pela derrubada do autódromo e a construção de um empreendimento imobiliário. De acordo com a decisão judicial, os envolvidos no processo têm dez dias para se manifestar.

“Quanto à área do Autódromo, o Município de Pinhais esclarece que trata-se de propriedade particular, sem qualquer interferência da municipalidade em seu funcionamento ou administração”, disse a prefeitura de Pinhas em comunicado. “Destaca-se que, como se tem conhecimento, os proprietários do imóvel decidiram dar-lhe uma nova destinação, com a implementação de um novo empreendimento imobiliário. Tal projeto foi apresentado ao Município e cumpre todos os parâmetros legais e necessários para sua consecução, conciliando o interesse urbanístico e a preservação histórico cultural. Cumpre-nos informar ainda que, o projeto de Operação Urbana Consorciada, obedeceu aos necessários trâmites legais, inclusive com a realização de audiência pública que contou com a participação massiva da sociedade”, seguiu.

“No que se refere à solicitação de Tombamento do Autódromo, o Município de Pinhais informa que está pendente de análise e decisão do competente Conselho Municipal, respeitando todos os trâmites administrativos/legais. Quanto à decisão liminar, noticiada pela imprensa, a intimação da municipalidade ocorreu na data de hoje, ao final desta manhã, a qual está cumprida em seus termos, naquilo que compete ao Ente Público”, finalizou.

Ao G1 Paraná, a Bairru reforçou que não tinha sido informada oficialmente sobre a decisão de congelar a derrubada da pista e que fora permitida um dia antes, na quarta-feira, a começar as obras. Defendeu, ainda, que se trata de uma propriedade particular, mas parou as obras pela definição da Justiça e pretende recorrer assim que receber a decisão oficialmente.

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F1: Polêmica de Abu Dhabi não mancha título de Verstappen, diz Red Bull

Red Bull acredita que toda a controvérsia criada com os procedimentos de relargada no GP de Abu Dhabi não mancharão o sucesso de Max Verstappen em 2021 e a conquista de seu primeiro título na Fórmula 1.

O modo como o diretor de provas Michael Masi lidou com a relargada em Yas Marina impactou a imagem do esporte, com a FIA sendo duramente criticada e cobrada. Enquanto a Federação deixou claro que precisa aprender com o episódio, montando uma comissão para investigar os acontecimentos, a Red Bull acredita que isso não apaga a vitória do holandês.

Em vez disso, Christian Horner diz que a polêmica deve desaparecer logo, e que todos focarão no futuro apenas na qualidade da campanha de Verstappen.

“As pessoas têm memória curta. Nós já esquecemos o que aconteceu no começo do ano, porque foi uma temporada muito longa. Max absolutamente merece o título, quando você olha para o campeonato como um todo”.

“Claro, os eventos de Abu Dhabi trouxeram vários comentários. Mas isso acontece. É do esporte. Acho que tivemos muito azar neste ano. Tivemos sorte com o safety car, mas tomamos as decisões corretas. Vencemos a corrida com uma grande estratégia, ótimo trabalho de equipe e uma execução incrível de Max”.

“E o tempo passa. Max merece o título e estamos muito orgulhosos disso. Os livros de história mostrarão para sempre que ele é o campeão de 2021”.

O próprio Verstappen disse que os livros de história da F1 mostram como as percepções das pessoas mudam com o tempo, lembrando de casos como as decisões de 1989 e 1990 entre Ayrton Senna e Alain Prost.

“Mesmo campeonatos vencidos há 30 anos por exemplo, tiveram um pouco de controvérsias”, disse. “Mas, hoje em dia, as pessoas olham para as imagens e gostam do que veem. É parte do esporte”.

Mas o holandês concorda com a decisão da FIA de estudar os acontecimentos de Abu Dhabi em busca de lições. Por mais que ele nem sempre concorde com as decisões dos comissários, ele igualmente entende o quão difícil pode ser o trabalho deles.

“Algumas vezes não concordei com o que aconteceu nas corridas, mas acho que isso é normal, não? Existe isso de nem sempre concordar com tudo. Ao longo ano pode não ter parecido isso, mas tenho um bom relacionamento com os comissários. E quando estávamos lá, algumas vezes eram decisões difíceis”.

“Em 2019, eu meio que fui convidado a passar dois dias com a FIA [em um seminário de comissários] e passei um tempo com eles também. Às vezes é difícil para eles tomarem as decisões, e eles têm que seguir as regras. É bom que pelo menos podemos falar disso e, como piloto, eu olho para mim mesmo e pergunto o que posso fazer melhor?”.

“Acho que todos precisam fazer isso todo ano: olhar para o ano que passou e perguntar o que posso fazer melhor?”.